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Em estado de graça, Atlético-MG volta à liderança ao derrotar o São Paulo

Derrota do Cruzeiro na final da Taça Libertadores empolga atleticanos, que lotaram o Mineirão e empurraram o Galo


O jogo entre Atlético-MG e São Paulo, nesta quarta-feira, no Mineirão, nem havia começado e a torcida do Galo comemorava como se a equipe tivesse vencido uma final de campeonato. Bem, de certa forma, isso realmente aconteceu. A empolgação atleticana pela derrota do Cruzeiro para o Estudiantes, na final da Taça Libertadores, era tanta que o confronto do Galo contra o Tricolor foi como um segundo tempo de um jogo que começou no dia anterior.



E na etapa final, o alvinegro mineiro deu as cartas: sem dificuldades, diante de um São Paulo sem nenhum brilho, venceu por 2 a 0. E como o momento do Galo é de êxtase, o time ainda voltou à liderança do Brasileirão, com 24 pontos. Já o São Paulo, em queda livre, está em 15º lugar, com 11, a um da zona de rebaixamento - Cruzeiro (16º) e Botafogo (17º), com dez, têm um jogo a menos.



O jogo apresentou o segundo maior público do Brasileirão até o momento: 54.214 pagantes. Atrás apenas de Flamengo 2 x 1 Atlético-PR, na quarta rodada, estreia de Adriano: 68.217. O Atlético-MG volta a campo no próximo domingo, às 16h, para enfrentar o Vitória, no Barradão. No mesmo dia e horário, o São Paulo disputa o clássico com o Santos no Morumbi.



Miranda cochila, e Tardelli marca



A empolgação das arquibancadas lotadas contagiou os jogadores dentro de campo, que sufocaram o São Paulo desde os primeiros segundos. Logo a um minuto, o zagueiro Miranda abusou da categoria. Talvez para não manchar sua reputação de jogador técnico com um chutão, ele tentou driblar Diego Tardelli. Dançou. O ex-são-paulino roubou a bola, invadiu a área e estufou a rede defendida por Denis com uma bomba de direita.



Apático, sem mobilidade, tocando a bola de lado sem conseguir aprofundar jogadas, o São Paulo dava sono. Dagoberto, muito longe de Borges, corria de um lado para o outro sem conseguir dominar a bola. Hugo e Jorge Wagner, que deveriam armar jogadas, erravam passes. O oposto do Atlético, que contrariava a batida retórica de que time com três zagueiros é defensivo.



A equipe de Celso Roth chegava com até cinco jogadores no ataque, como no lance em que Tardelli, com um toque medido na régua, achou Éder Luís na entrada da pequena área. Na hora H, porém, Júnior César deu um carrinho salvador e tirou a bola dos pés do camisa 11 do Galo.



O São Paulo levou perigo em apenas um lance e mesmo assim com a ajuda dos atleticanos. Aos 34, Júnior César chutou cruzado. Werley tentou cortar e quase marcou contra. Aranha salvou.



Galo resolve o jogo



O Atlético voltou para a etapa final mantendo o ritmo inicial. Buscando sufocar o São Paulo. Logo aos sete minutos, o Galo ampliou numa linda jogada do meia Serginho. Ele avançou pela meia-esquerda, ganhando na corrida de seus marcadores, tabelou com Éder Luís, invadiu a área e tocou no canto direito, na saída de Dênis.



Gol a desvantagem, o técnico Ricardo Gomes, do São Paulo, fez mudanças tentando empurrar seu time para a frente. Richarlyson e Oscar entraram para tentar melhorar a armação da equipe (Hernanes, que entrou ainda no primeiro tempo na vaga de Hugo, que se machucou, não criou nada). As alterações levaram o São Paulo mais à frente, só que surgiram muitos espaços para o Atlético contra-atacar.



No entanto, apesar do jogo mais aberto, não houve muitas chances claras de gol. Atlético passou a tocar a bola e controlar o jogo, para delírio da torcida. O jogo terminou ao coro de "olé, olé".


Fonte: globoesporte.com



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