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CAGED
Em 1º saldo negativo do governo Lula, país fecha 40 mil vagas de empregos formais em novembro
O mercado de trabalho fechou 40.821 vagas formais em novembro, no primeiro saldo líquido negativo de demissões em todo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exceto os meses de dezembro, que sempre são negativos. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira, o principal responsável pela queda foi a indústria, que fechou 80.789 postos com carteira assinada, principalmente na área de produtos alimentício, de material de transporte, metalúrgica e de calçados.
A agricultura veio em seguida, com 50.522 demissões líquidas. A construção civil, vedete do ano, pôs na rua 22.731 vagas. Os setores de Comércio - com abertura de 77.876 empregos - e de Serviços - 39.298 contratações - ajudaram a atenuar o forte impacto da crise.
Também nesta segunda-feira, uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, o desemprego caiu em novembro ao menor patamar em quase 11 anos . A grande diferença é que o Dieese só pesquisa o mercado de trabalho de seis regiões metropolitanas e incluem o emprego informal. Assim ficam de fora os dados referentes aos municípios do interior do país, onde se concentram, por exemplo, a maior parte da produção agrícola.O mesmo acontece com a pesquisa de emprego do IBGE que apontou estabilidade na taxa de desemprego de novembro.
Comércio e turismo criaram vagas
Entre as regiões pesquisadas, a área que se salvou, por conta da hotelaria, do turismo e do comércio, foi o Rio de Janeiro, que teve 17.547 vagas abertas. Minas Gerais foi o pior estado, com fechamento de 33.921 vagas. Como a entressafra acertou a agricultura (cultivo de café, cana, uva, por exemplo), o interior teve desempenho pior do que os das regiões metropolitanas. No acumulado do ano, foram criadas 2,107 milhões de vagas, número que deve cair em dezembro, como sempre, devido a impactos sazonais da dispensa de temporários.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, acredita que o número de 2008 ficará entre 1,850 milhão e 1,950 milhão de empregos com carteira criados. Para 2009, a projeção que já foi de 1,8 milhão, passou a 1,5 milhão, devido à desaceleração da economia no primeiro trimestre.
Sobre o pedido dos empresários para sejam ampliada a flexibilização da legislação trabalhista para fazer frente à crise e evitar que se ampliem as demissões, Lupi foi taxativo, na linha: os empresários, quando estavam ganhando, não chamaram os trabalhadores para dividir os lucros. Então, a flexibilização das leis trabalhistas não é o caminho, concluiu.
Fonte: O Globo
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